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Rádio Renascença, 4-01-2009
O relatório de 2009 desta organização independente, que se dedica à defesa e protecção dos direitos humanos, espera que Barak Obama consiga desfazer os enormes erros cometidos pela administração Bush no que toca ao respeito pelos direitos fundamentais dos seres humanos, a pretexto da luta contra o terrorismo.
Um problema que, segundo esta organização, provocou igualmente um retrocesso nas políticas de segurança e defesa praticadas na União Europeia, embora as principais preocupações expressas neste relatório relativamente à União Europeia se prendam com as políticas de imigração.
A adopção do Pacto Europeu sobre Imigração, aprovado durante a presidência francesa, põe em causa, segundo esta organização, o direito à reunião das famílias e o tratamento médico dos imigrantes, potenciando o risco de perseguição.
Sublinha, a este propósito, o aumento, em 30 milhões de euros, no orçamento de 2008 destinado ao controlo de fronteiras. Antecipa, ainda, as suas preocupações com a directiva do retorno, já aprovada e agendada para entrar em vigor em 2010, e que permite a detenção dos imigrantes sem documentos, incluindo crianças, durante um período que se pode prolongar por 18 meses.
O relatório lamenta ainda que a rejeição do tratado de Lisboa por parte da Irlanda tenha travado a adesão da União Europeia à Convenção Europeia sobre Direitos Humanos.
Em perto de 600 páginas, a HRW faz o levantamento das violações dos direitos humanos em mais de 90 países. Os territórios palestinianos, o Congo, a Somália, o Afeganistão, a Coreia do Norte e a China estão entre os países que maiores preocupações suscitam juntos desta organização. Portugal não é citado no relatório.