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Os elementos do Primeiro Comando de Portugal dizem que não são um grupo de criminosos. Dizem que tudo não passa de um mal entendido e que os vídeos e fotografias que foram colocados na Net não passam de uma brincadeira. O embaixador do Brasil em Portugal considera que este caso está a ser exagerado.
As imagens da Internet mostram jovens com armas brancas e poses ameaçadoras, a música em pano de fundo tem uma letra sugestiva. Mas os elementos do Primeiro Comando de Portugal negam qualquer ligação à criminalidade.
“Os meninos que gostam de Hip Hop fizeram uma gravação no Youtube, com fotos da gente brincando em festas que a gente fazia. Apareciam facas, mas tinha churrasco, toda a festa de brasileiro tem churrasco. E colocaram ali, de uma forma provocativa como se a gente fosse marginais... E aquela música é de um cantor do Brasil, não é hino do PCP. Quero deixar claro que nenhum de nós cometeu um crime.”
O nome do grupo colocou em alerta as autoridades portuguesas porque é semelhante ao de um grupo brasileiro responsável por assaltos e assassinatos na cidade de São Paulo. MC Didado um dos fundadores do grupo português, explica como surgiu o nome e o grupo.
“Aqui não tem criminosos, esse grupo é um grupo de música, de dança... A gente era solteiro, mais ou menos há uns três anos atrás e era difícil entrar nas discotecas portuguesas, então a gente se formou para fazer as nossas próprias festas e ir para a balada juntos. Eram uns cinco, seis rapazes só, e os meninos começaram a gostar, e o nome: PCP, PCP... Primeiro Comando Português. Nem era Português era Primeiro Comando de Portugal."
A confusão surge depois de um dos elementos do grupo ter sido detido na passada semana, suspeito da morte de um ourives em Setúbal, mas não há indícios que levem a acreditar que o grupo tem acções violentas. O embaixador do Brasil em Portugal acredita que o caso está a ser exagerado.
“Estou convencido que terá havido algum tipo de exagero na matéria que foi publicada. Depreendo isso pelas conversas que eu venho mantendo com as autoridades portuguesas, e pelos contactos que mantenho coma comunidade brasileira.”
Celso Marques de Sousa deixa ainda o alerta: noticiar a nacionalidade dos criminosos pode levar a que a população portuguesa comece a estigmatizar algumas comunidades.
Está no início da segunda parte do Jornal.