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Assim se passaram 12 anos
1991
Ao longo deste ano, dois grupos de amigos, que quase não se conheciam, amadureceram a idéia de criar uma associação dos então recentes imigrantes brasileiros em Portugal. As muitas reuniões convergiram para uma assembléia de fundação da CBL, em Dezembro, na Associação Cristã de Moços, onde mais de 60 participantes assinaram a ata de criação da entidade e elegeram uma comissão organizadora. A primeira grande atividade foi uma memorável festa de réveillon na Voz do Operário, por onde passaram mais de 400 pessoas.
1992
Criada oficialmente em 15 de janeiro de 1992, a CBL já tinha logótipo, uma publicação mensal (SABIÁ) e diretoria eleita quando, no seu primeiro verão, organizou uma festa junina à brasileira, com tudo o que é de direito: quadrilha, casamento na roça, pescaria, rabo de burro e muito forró.
Mas os tempos não eram só de festas. Aberto o primeiro período de legalização extraordinária, criou um posto de atendimento para orientar os interessados em legalizar-se. No fim de 1992, foi criado o Secretariado Coordenador das Ações de Legalização (SCAL), plataforma de unidade de associações de imigrantes, Igreja Católica e Centrais Sindicais, de cuja coordenação a CBL sempre fez parte, até à extinção do Secretariado, em 2001.
Este foi também o ano do impeachment de Collor de Mello, e a CBL esteve à frente desta campanha cívica em Portugal, que culminou com uma concorrida concentração em frente à embaixada brasileira.
Paralelamente, desenvolvia outras atividades em sua sede, no Bairro Alto, como as sextas-feiras culturais, das quais participaram escritores portugueses como António Alçada Baptista, Luís Forjaz Trigueiros, Leonor Xavier, e também brasileiros, como Zuenir Ventura.
1993
Enquanto os governos brasileiro e português trocavam palavras ásperas por causa do impedimento da entrada de brasileiros em Portugal, a CBL preferia apostar no diálogo. O show "Aquele abraço, irmão", no teatro Maria Matos, reuniu brasileiros, portugueses e africanos num grande encontro lusófono, que durou quase cinco horas. As manifestações de apoio aos imigrantes sucederam-se neste ano, vindas da Câmara de Lisboa, com a Videoteca e a CBL organizando uma grande noitada.
A campanha de legalização extraordinária de imigrantes continuou até Abril e muita gente da CBL trabalhou para ajudar 34 000 imigrantes a obterem os seus papéis. Neste ano a CBL passa a fazer parte do Conselho Consultivo Municipal para as Comunidades Imigrantes e Minorias Étnicas da Câmara Municipal de Lisboa.
E como conversando é que a gente se entende, a Casa se abriu para receber o bastonário da Ordem dos Advogados de Portugal, Dr. Júlio de Castro Caldas, para debater política com o então vereador Jorge Bittar do PT carioca, para discutir a Aids, em colaboração com a associação Abraço, para ouvir os escritores brasileiros Ferreira Gullar, Affonso Romano Sant’Anna, Márcio de Souza, Ivan Junqueira e Marina Colassanti e para cantar com Cláudio e Sílvia Nazário, que ali lançaram o seu novo disco.
1994
1994 foi ano de eleições no Brasil e, pela primeira vez em Portugal, foi feita uma campanha de cadastramento eleitoral dos imigrantes no Consulado.
Neste ano, uma luta nunca terminada, "pegou fogo": dentistas e reconhecimento de diplomas.
Fevereiro, em geral, rima com carnaval. O da CBL foi no clube Ritz, com muita animação. Não menos animadas foram as terças-feiras culturais nas quais o jornalista Rui Romano falou sobre a construção da paz em Angola, J. L. Filho, sobre a cultura cabo-verdiana, e Helena Roseta, sobre o negro em Portugal. Muitas outras noites foram de cinema - brasileiro, é claro.
Durante a Copa do Mundo de Futebol, cada milímetro diante da TV da Casa foi disputado pelos que queriam torcer pela seleção canarinho em "território verde e amarelo". Na noite da conquista do título de tetracampeão pelo Brasil, a sala tornou-se pequena, e a festa transbordou para rua.
Na última do ano, um réveillon em Cascais, com samba, suor e cerveja - e flores no mar.
1995
Boas razões levaram a comunidade brasileira às ruas em 1995. Protestar contra assassinato do jovem cabo-verdiano Alcino Monteiro por um skinhead foi uma delas. Reafirmar a vida e a alegria, no entanto, é igualmente uma forma de lutar contra racistas e xenófobos. Por isso, os brasileiros também saíram de casa para beber caipirinha e guaraná na barraca da CBL, que participava pela primeira vez das festas populares no arraial do Largo de Camões.
O lançamento do vídeo didático "Portugal - Brasil, Imagens de uma História", que a CBL realizou em conjunto com o Centro de Informação e Documentação Amílcar Cabral, foi uma das mais importantes atividades desse ano. Destinado à escola secundária, o vídeo trata da formação da nação brasileira e das bases históricas do conceito de luso-brasilidade.
Inédita também foi a maneira como se comemorou a data nacional brasileira. A Embaixada Brasileira promoveu e a Casa organizou uma festa popular no Palácio Galveias, a biblioteca oficial da cidade, para festejar o 7 de Setembro.
1994 e 1995 foram anos de campanha por um novo período de legalização. Com a mudança de governo em outubro de 1995, 1996 foi marcado por este novo processo.
1996
O novo período de legalização significou muito trabalho para as associações de imigrantes. Com o apoio da Câmara Municipal de Lisboa (CML), do Consulado do Brasil em Lisboa, e ainda dos Governos Civis de Lisboa, Porto e Faro, a CBL pôs-se em campo para divulgar massivamente a legalização extraordinária e assegurar atendimento diário na sua sede, a fim de orientar os imigrantes por regularizar.
Fruto de muito esforço foi também o Centro de Documentação da CBL, inaugurado em Julho pelo então embaixador brasileiro em Lisboa, Itamar Franco, que apoiou a iniciativa, permitindo o arranque do projeto.
Na organização da festa do 7 de Setembro, a CBL foi uma vez mais chamada a participar. O resultado foi um belo show musical, "Brasil de Norte a Sul", no Teatro São Luiz, onde se cantou a música de todos os quadrantes brasileiros.
Foi ainda com arte que o ano terminou com arte: a da fotógrafa portuguesa Rita Gomes da Costa, que exibiu os seus "Retratos do Brasil", na sede da CBL.
1997
Iniciativa do governo brasileiro, concretizada pelo Consulado em Lisboa, o Conselho de Cidadãos, criado neste ano, reuniu membros da comunidade brasileira em Portugal e entidades a ela relacionadas. Desde o primeiro momento, a CBL integrou o Conselho, que promoveu reuniões regulares até início de 2001.
Fruto do trabalho conjunto da CBL, do Centro de Estudos das Migrações Internacionais da Universidade de Campinas e do Consulado do Brasil em Lisboa, o Simpósio Internacional sobre a Emigração Brasileira reuniu em Lisboa autoridades brasileiras e portuguesas, emigrantes brasileiros de várias partes do mundo e acadêmicos vindos do Brasil. Este simpósio foi a primeira oportunidade que emigrantes brasileiros em vários países tiveram para dialogar organizadamente com o governo brasileiro.
1997 foi também o ano em que os imigrantes brasileiros adquiriram o direito de votar nas eleições autárquicas. Além desta novidade, que ajudou a espalhar, a CBL também divulgou outra: a Brasilnet, uma rede criada com o objetivo de possibilitar a criação ou obtenção de empregos, trabalhos temporários e a prestação de serviços por e para membros da comunidade brasileira. Outra novidade: a assinatura de um convênio com o Instituto Odontológico de Lisboa, para oferecer descontos aos sócios.
Ainda este ano, passaram também pela Casa o psicólogo e profissional de TV brasileiro, Fernando Oliveira, que esteve à frente de uma oficina de guião para TV, o professor italiano Nello Avella, da Universidade de Áquila, que participou de um debate-papo sobre o livro "Retrato do Brasil", de Paulo Prado. A Casa foi o local escolhido pelo pesquisador brasileiro José Ramos Tinhorão para o lançamento do seu livro "As Origens da Canção Urbana".
1998
No campo da luta dos imigrantes, este ano foi o da emissão da nova lei que regula a imigração em Portugal, o DL 244/98. A CBL participou intensamente das discussões prévias e contribuiu para a introdução de modificações em favor dos imigrantes. Neste ano foi criado, por iniciativa do governo português, o Conselho Consultivo para a Imigração e Minorias Étnicas (COCAI), ligado à Presidência do Conselho de Ministros. A CBL tem representado a comunidade brasileira neste conselho desde a sua criação. Para ajudar os imigrantes a resolver os seus problemas legais, criou-se o Centro de Apoio Jurídico.
Apesar do frio, muitos sócios da CBL aceitaram o desafio de tirar o casaco e participar do primeiro carnaval multiétnico, promovido pela Câmara Municipal de Lisboa no Largo Martim Moniz, em fevereiro.
No verão, como aconteceu em 94, a Casa abriu as suas portas para quem quisesse ver o Brasil jogar no Mundial de Futebol. A Taça ficou na França, até hoje ninguém sabe direito o que aconteceu com Ronaldinho, mas a vida continuou
Ao longo do ano, quem frequentou a Casa, teve também a oportunidade de assistir a vários filmes brasileiros.
1999
O projeto Brasilnet ganha impulso com o apoio concedido pelo Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP), graças ao qual transformou-se numa UNIVA, Unidade de Inserção na Vida Ativa, a qual vem sendo animada por duas colaboradoras da CBL.
A aprovação da Lei das Associações de Imigrantes foi outro acontecimento importante: a CBL foi a primeira associação a ser oficialmente reconhecida como tal pelo governo português.
1999 marca o ponto de viragem da imigração brasileira em termos numéricos e de composição social. Se de 1994 a 1998 o número de brasileiros em Portugal esteve relativamente estável, a partir de 1999 começa a subir em flecha. A isto não esteve alheio uma emissão do programa do Fantástico, da TV Globo, que pintou um quadro cor-de-rosa e irrealista da realidade dos brasileiros aqui. A CBL procurou organizar-se para ajudar esta nova leva de brasileiros, que aumentou significativamente nos dois anos seguintes. Desde então o CAJ e a UNIVA foram os setores da CBL que passaram a ter mais evidência.
A colaboração entre a CBL e o Entreculturas, um departamento do Ministério da Educação português, permitiu o lançamento de "O negro no coração do império", um ensaio do antropólogo (e sócio da CBL) Didier Lahon sobre a escravatura em Portugal.
2000
Já no ano anterior e principalmente em 2000, as associações de imigrantes lutaram para que fosse aberto um novo período de legalização extraordinária. A resposta do governo foi colocar em discussão e fazer aprovar o DL 4/2001, no fim de 2000. A CBL promoveu debates entre representantes de órgãos ligados ao assunto, como o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), entre outros, e a comunidade imigrante, participou de encontros com entidades sindicais e apresentou sugestões para a nova lei, no âmbito do SCAL e do COCAI. Como resultado das pressões, alguns artigos inicialmente propostos foram modificados e, já no ano seguinte, iniciou-se o processo de legalização através da emissão das Autorizações de Permanência.
No plano recreativo, aconteceu, como em outros anos, uma festa de Carnaval, desta vez, no Clube Estefânia.
A exemplo dos anos anteriores, esteve presente nas festas populares de Loures, com o samba-axé no palco, feijoada no prato e caipirinha no copo.
A conclusão de mais uma série de painéis sobre o Brasil deu continuidade ao projeto mantido com CML, visando oferecer recursos didáticos às escolas e que já permitiu a produção de quatro conjuntos de 10 painéis, intitulados: Portugal e Brasil: Imagens de uma História; Brasil em Portugal; Brasil Hoje e Brasil Sociedade.
2001
Reciprocidade de direitos políticos para os brasileiros em Portugal - iguais àqueles que a Constituição brasileira concede aos portugueses no Brasil - e legalização dos imigrantes. Estes dois temas marcaram o ano. Pelos dois, a CBL muito lutou, promovendo debates, organizando com personaliades portuguesas um abaixo-assinado pela reciprocidade, participando de mesas-redondas, enviando cartas às autoridades, apresentando sugestões, mobilizando, enfim. A reciprocidade foi conquistada, com a aprovação por unanimidade na Assembléia da República de uma alteração à Constituição portuguesa.
A Casa do Brasil advoga a igualdade de direitos para todos os imigrantes, no que se refere também à legalização. Apesar disso, 140 mil imigrantes, dos quais mais de 30 mil brasileiros, obtiveram o famoso carimbo no passaporte (Autorização de Permanência), que é na verdade um visto de trabalho que poderá se transformar em Autorização de Residência após 5 anos de renovação contínua.
O CAJ e a UNIVA não tiveram mão a medir para orientar os candidatos à legalização. Com o apoio do ACIME, o CAJ passou a atender também na Caparica e no Barril - Mafra, durante os meses de fevereiro a agosto. E ainda houve tempo para outras iniciativas: a festa do Carnaval, debates-papo com a secretária geral da CPLP, Dulce Pereira, com o coordenador da Comissão Nacional dos Descobrimentos, Prof. Romero Magalhães, exibição de filmes brasileiros na videoteca de Lisboa, apresentação do vídeo da peça de Nelson Rodrigues "Mulher sem Pecado" na UCCLA, com a presença do ator José de Abreu, lançamento do livro Portugal Brasil / Migrações e Migrantes , da socióloga Maria Beatriz Rocha-Trindade. No 7 de Setembro a CBL sorteou duas passagens para o Brasil oferecidas pela Varig, durante a festa na embaixada brasileira, aberta a todos os sócios e amigos da CBL. Foi a primeira vez que o 7 de Setembro foi comemorado nas instalações da embaixada com uma festa dirigida aos imigrantes.
2002
Este foi o ano em que a CBL completou dez anos de existência. Para festejá-los, promovemos a Semana da Década, que consistiu num conjunto de eventos diversificados: 2ª - abertura da exposição de fotografia de Otávio Raposo; 3ª - debate sobre "Imigração e Cidadania", com responsáveis políticos e entidades da sociedade civil; 4ª - exibição do filme "Villa-Lobos - Uma vida de paixão"; 5ª - coquetel para cantarmos ’parabéns’ à CBL na companhia dos sócios e amigos; 6ª - grande festa para dançar até de madrugada. No domingo ainda tivemos força para encerrar a semana comemorativa jogando futebol com um adversário de peso: o time português do Ibis de Pernambuco.
A defesa dos imigrantes brasileiros em Portugal continuou a pautar o cotidiano das lutas da CBL. Em maio, organizamos o I Encontro Ibérico da Comunidade de Brasileiros no Exterior, promovido pela Procuradoria Geral da República do Distrito Federal, com a participação de políticos, altos funcionários do governo, acadêmicos, brasileiros e portugueses, e imigrantes brasileiros em Portugal. Deste Encontro resultou um conjunto de propostas dirigidas ao Governo e ao Poder Legislativo brasileiros com o objetivo de que o Brasil venha a promover uma política consolidada para os quase dois milhões de emigrantes brasileiros.
Em julho, o novo governo de Portugal anunciou alterações profundas na lei de estrangeiros e a CBL, juntamente com outras Associações de Imigrantes, constituiu o Secretariado Coordenador das Associações de Imigrantes (SCAI), visando uma ação coordenada em relação à nova lei e a vários e graves problemas que afetam os imigrantes.
A CBL manteve as suas atividades regulares para a comunidade, através do CAJ, UNIVA, CEDOC e convívio das sextas-feiras.
A adaptação ao mundo globalizado e o combate à info-exclusão estimulou-nos a implementar mais um projeto, Brasil em Portugal, que tem duas vertentes: um ciberespaço, que oferece acesso gratuito à internet, e um portal, que reúne informação útil para (e)imigrantes brasileiros em Portugal e para todos os que queiram saber mais sobre estes dois países.
No verão português, mantendo a tradição, a Casa abriu as suas portas (quase de madrugada) para quem quisesse ver o Brasil jogar no Mundial de Futebol. O Brasil foi pentacampeão e a festa durou todo o domingo.
As eleições brasileiras foram o mote para a CBL organizar um conjunto de atividades ligadas ao tema: um debate com o jornalista José Carlos Vasconcelos, um dos diretores da revista "Visão", uma exposição sobre o perfil dos candidatos, a divulgação semanal das pesquisas de intenção de voto, a formação de uma equipe para divulgação da CBL na Embaixada de Lisboa no dia das eleições, tudo culminando na Festa da Democracia, que proporcionou à comunidade um espaço para assistir ao apuramento dos resultados e comemorar a eleição de mais um Presidente democraticamente eleito.
A CBL organizou também um réveillon para dar as boas vindas ao ano de 2003.
Ao longo do ano, sócios e amigos da Casa foram convidados a conhecer mais alguns filmes brasileiros, no Ciclo Brasil, organizado em conjunto com a Videoteca de Lisboa, e a debater assuntos como CPLP, imigração e literatura, com intelectuais de várias áreas, na sede da CBL.
2003
2003 tem muito o que contar. A começar pela visita do Presidente português, Jorge Sampaio, que, no âmbito da Presidência Aberta sobre a Imigração, visitou a Casa no dia 8 de março.
Dois meses depois seria a vez de uma comissão formada por senadores e deputados brasileiros reunir-se, na CBL, com representantes da comunidade brasileira em Lisboa, a fim de informar-se sobre os problemas ligados à permanência legal em Portugal.
A viagem desta comissão a Portugal foi o resultado das audiências mantidas pela direção da Casa, em Brasília, com representantes do governo e do poder legislativo brasileiros e alertou as autoridades brasileiras para a necessidade de encontrar soluções.
Estas concretizaram-se em Julho, aquando da visita oficial do Presidente Lula da Silva a Portugal, em que foram assinados acordos bilaterais de Contratação Recíproca de Nacionais, de Prevenção e Repressão do Tráfico Ilícito de Migrantes e de Facilitação de Circulação de Pessoas.
A Casa do Brasil, em representação da comunidade, foi recebida pelo Presidente e sua comitiva numa reunião de trabalho, aproveitando a ocasião para oferecer a Lula da Silva mais um boné, desta vez o dos sem-visto.
Na decorrência do Acordo de Contratação Recíproca, foi feito um pré-cadastramento de brasileiros indocumentados, primeira fase do processo de obtenção do visto de trabalho. A Casa do Brasil foi um dos principais pontos de recepção destas fichas e de resolução de dúvidas e problemas.
Como não poderia deixar de ser, no Fórum Social Português realizado em junho, as questões migratórias também estiveram na lista de temas. Responsável por uma das oficinas do Fórum, a CBL apresentou uma comunicação sobre a comunidade brasileira em Portugal, enfatizando aspectos ligados à cidadania.
De todas essas iniciativas, e de muitas outras, o Sabiá deu conta, em texto e imagens. A transformação do boletim em folha A4 num jornal tablóide de periodicidade mensal e editado profissionalmente, é, aliás, umas das grandes vitórias a registrar este ano. A publicação, que foi (re)lançada com festa no Armazém F, em abril, teve em 2003 sete números no seu novo formato.
Também importante em 2003 foi a presença de Luiz Felipe Scolari e Mário Jardel na Casa, para receberem os prêmios de melhor treinador e melhor marcador do mundo, em 2002, atribuídos pela Federação Internacional de Estatísticas e Historiadores de Futebol.
Além do esporte, a literatura também animou as noites da CBL. Em fevereiro, foi Tabajara Ruas, com o lançamento do livro Netto Perde a Sua Alma, em maio, a poetisa Maria do Carmo Campo, com o seu Matinas & Bagatelas e em outubro o jornalista Duda Guennes, com Meu Brasil Brasileiro.
No âmbito do ciclo Brasil, na Videoteca de Lisboa, exibimos 8 novas obras do cinema brasileiro.
O verão passou ao ritmo do forró. Nas aulas e nos convívios de sexta-feira, o forró foi mesmo para todos!
O ano acabou com o sorteio, entre os sócios da Casa, de uma passagem para o Brasil.
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